terça-feira, 28 de maio de 2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Os 30 Primeiros anos da exploração mercantilista no Brasil

O começo da exploração se deu com a extração descontrolada do Pau-brasil, através do trabalho de indigenas (relações de escambo).

A devastação é um dos efeitos dessa exploração inicial. Alem disso, o carater da ocupação litoranea deve ser notado, pois ainda o Brasil possui a maioria de sua população vivendo no litoral.

Um dos fatores que impulsiona a ocupação é a Concorrência capitalista entre países da europa, especialmente o caso da França e Holanda entrando na disputa para ocupar regiões do Brasil - forçando Portugal a estruturar uma exploração para o Brasil.

Então, em 1530, uma expedição com Martin Afonso de Souza é enviada ao BR para dar inicio a fundação de uma colonia de exploração em Sâo Vicente (fundando São Vicente). Em Portugal, o reinado era de D. João III.

Com a finalidade de ocupar, explorar e defender o território (elementos decorrentes da competição mercantilista internacional), se inicia a efetivação do plano colonial com a criação das Capitanias. Além disso, o comércio com as "Índias" entrava em declínio.

As Capitanias, também chamadas de Capitanias Hereditárias, eram grandes faixas de terras doadas a comerciantes ricos, burocratas, aristocratas, para que eles dessem inicio a ocupação, exploração e defesa. No entanto, tal divisão de terras não levava em conta peculiaridades do país, apenas os interesses produtivos da Coroa portuguesa. A posse era dada aos homens, de modo que a administração subsequente passava para seus descendentes (daí o carater hereditário), contendo os "direitos e deveres" nas Cartas de Doação e Foral. O sistema de Capitanias Hereditárias dura de 1534 até 1760, e apenas duas terão um desempenho mais considerável: São Vicente e Pernambuco. Alguns dos motivos do fracasso produtivo podem ser vistos na grande extensão que possuiam, dificultando a administração e o domínio sobre a área; a falta de recursos, pois era dispendioso demais manter uma produção tecnica em terras tão longinquas; e ataques indígenas, como forma de resistências dos povos que já estavam vivendo no Brasil.

No entanto, o sistema de Capitanias ainda era insuficiente para a ocupação exploratória - era necessário avançar, e o sistema colonial passa a adotar uma centralização do poder, através de um Governo Geral, no Brasil. O Governo Geral era a forma de organizar o poder dentro do Brasil, mas atendendo aos interesses mercantilistas da Coroa portuguesa. Para isso, o Governador geral contava com o Provedor-mor(Finanças), o Ouvidor-mor(Justiça) e o Capitão-mor(segurança-repressão). A sede do Governo passa a ser Salvador, sendo os primeiros governadores: Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá.



Aula: África Pré - colonial

- Entre os séculos XVI e XIX vieram aproximadamente 10 milhões de africanos para a América: 4 milhões para o Brasil.

  1. Reinos Sudaneses:

Comércio:
Iam: cereais, ouro, marfim, pimenta, âmbar e escravos;
Vinham: sal, conchas, tecidos árabes
Contato: com o Islã.
Islamismo: religião monoteísta fundada por Maomé (570-632) a baseada nas escrituras do Alcorão.

Reino de Gana

- Se desenvolveu a partir do século III e declinou no séc. XIII, quando foi incorporado ao Reino Mali

Reino do Mali

- Do séc. XIII ao XVI: impôs sua hegemonia sobre a Bacia do Rio Níger.
Cidades: Gao, Djenne e Tombuctu localizavam-se a margem do Rio Níger e foram grandes centros mercantis e políticos.
Tombuctu: principais pólos de cultura do continente africano, vastas bibliotecas, madrasas (universidades islâmicas) e mesquitas. Ponto de encontro de poetas, intelectuais e artistas da África e do Oriente Médio. Mesmo após o declínio do Mali, continuou como um dos principais centros islâmicos da África Subsaariana.
  1. Reinos Iorubas

- Sociedades tipicamente urbanas, economias diversificadas e ofícios especializados. Criaram importantes microestados e reinos. Cidade-Estado de Ifé e o Reino do Benin.
- Maioria dos negros escravizados para a Bahia era de ascendência ioruba (chamados de nagôs)
- Culto aos orixás: divindades associadas a elementos da natureza como a água, terra, arco-íris, trovão.

Cidade-Estado de Ifé

Posição Geográfica privilegiada: entre a floresta, a savana e o litoral. Movimentado centro comercial. Recebia tributos de outros mini-estados iorubas.
Movimentado centro religioso. Peregrinação.
Lenda: as aldeias de Ifé teriam sido fundadas por um ancestral comum, Odudua, orixá da criação. Os descendentes de Odudua teriam fundado outras cidades na região.
Arte: extremamente refinada. Figuras humanas feitas em bronze, cobre e terracota eram representações de reis, soldados, músicos e deuses (Imagens).
Inicio no sec. VI
Declínio no sec. XVI.





Reino do Benin

Inicio por volta do Séc. XII e foi até o século XIX
Séc. XV: Obá Ewuare expandiu o reino e intensificou o comercio com os europeus: pimenta, marfim, tecidos e escravos. Obá monopolizava vários setores do comércio.
Política para comércio de escravos: durante os séculos XV e XVII proibiu a exportação de escravos masculinos. Passou a importar escravos da áfrica ocidental para exportar para europeus.
Obás: poderosos detinham o monopólio do comercio se tornaram protetores de artesãos e artistas que se especializaram em esculturas de bronze e cobre.
Declínio: Em 1897 sob o pretexto de que o cônsul inglês haviam sido mortos, os britânicos enviaram uma expedição com aproximadamente 1500 homens ao Benin que pilhou as placas de bronze do palácio real e incendiou a capital.

  1. Povo Banto

Características: capoeira, berimbau e a cuíca, congada, caxambu, lundu, maracatu, candomblé de angola são heranças do povo banto.

Reino do Congo

Fundado: séc. XIV
Congo-Angola: saiu boa parte dos negros que vieram para as Minas Gerais no Brasil trabalhar na mineração no séc. XVIII.
Em 1485 Diogo Cão Esteve no Congo e voltou instruído para estabelecer um contato amistoso com o rei do Congo (foi acompanhado de intérpretes africanos). Voltou para Portugal acompanhado por um grupo de congoleses, que tratados como amigos, foram à Portugal para aprenderem a língua, a religião e os costumes. Posteriormente foram levados à África com presentes para o Rei de Congo. A partir daí a relação entre o governo do Congo e de Portugal se estreitaram. Imagem()

Conversão do Manicongo ao cristianismo: O rei do Congo iniciou um processo de assimilação da cultura portuguesa e de estreitamento das relações diplomáticas. Em 1491 se converteu ao cristianismo, sendo batizado com o nome de D. João I do Congo, mandando construir uma Igreja.
Em 1506 assume o trono Afonso I, que governou por 37 anos e foi o rei mais importante da história luso-congolesa.
Comércio de escravos: Monopólio real. Fez papel de missionário na divulgação dos mandamentos cristãos.
O catolicismo não pôs fim às tradições religiosas locais, resultando em religiões sincréticas.

Resumo da aula (aula no saguão)

Motivos para Expansão Marítima: Os portugueses queriam comercializar diretamente com o Oriente (Com a India, China, Arabes)

Iguarias: Sedas, jóias, porcelanas, óleos, tapetes e perfumes vindos da India, China, Persia e Indonésia.
Caminho tradicional para ter acesso às iguarias: Mercadores Árabes traziam os produtos orientais até a costa do Mar Mediterrâneo.(Portos da Síria e do Egito) que eram ali comprados pelos burgueses italianos das cidades de Genova e Veneza.

Monopólio dos Italianos: monopólio dos italianos, sendo que tentar navegar por ele significaria ser atacado, pagar altos impostos etc.

Quem financiou a expansão:
Burgueses classe dos comerciantes e Estado Absolutista (sendo a expressão da nobreza feudal e da Igreja)

Périplo Africano: Alcançar a Índia e a China e o resto do Oriente, mas o que atraia mais imediatamente era a própria África: que poderia fornecer ouro, escravos e mesmo alimentos.
1415 - Ceuta
1425 e 1427 - Ilha da Madeira e o arquipélago de Açores: Utilizavam essas ilhas para plantar cana de açúcar com trabalho escravo. 
 
Como conseguiam os escravos: Os africanos faziam guerras e escravizavam os prisioneiros. Depois vendiam esses escravos aos portugueses, que pagavam com: tecidos, cavalos, trigo e sal.
1498 – Vasco da Gama Contorna a África e alcançou a Índia. Voltou com os navios abarrotado. Os lucros foram de 6000%
E prepararam uma expedição ainda maior que seria dirigida por Pedro Álvares Cabral.

Tordesilhas: Em 1943 a papa Alexandre VI, agindo como conciliador dividiu o oceano Atlantico. As terras à esquerda pertenceriam à Espanha e às da direita à Portugal. Portugal reivindicaram e puxaram a linha mais para a esquerda, fato que lhes garantiu o Brasil, para em 1494 Tordesilhas fechado.

Em 1500: Cabral "chega" ao Brasil

Importancia do Brasil: Estratégica no sentido de que controla-lo ajudaria a manter o monopólio da rota marítima para o Oriente. Pela direção do vento seria mais fácil para os navios a vela fazerem escala aqui do que na áfrica.