sexta-feira, 3 de maio de 2013

Aula: África Pré - colonial

- Entre os séculos XVI e XIX vieram aproximadamente 10 milhões de africanos para a América: 4 milhões para o Brasil.

  1. Reinos Sudaneses:

Comércio:
Iam: cereais, ouro, marfim, pimenta, âmbar e escravos;
Vinham: sal, conchas, tecidos árabes
Contato: com o Islã.
Islamismo: religião monoteísta fundada por Maomé (570-632) a baseada nas escrituras do Alcorão.

Reino de Gana

- Se desenvolveu a partir do século III e declinou no séc. XIII, quando foi incorporado ao Reino Mali

Reino do Mali

- Do séc. XIII ao XVI: impôs sua hegemonia sobre a Bacia do Rio Níger.
Cidades: Gao, Djenne e Tombuctu localizavam-se a margem do Rio Níger e foram grandes centros mercantis e políticos.
Tombuctu: principais pólos de cultura do continente africano, vastas bibliotecas, madrasas (universidades islâmicas) e mesquitas. Ponto de encontro de poetas, intelectuais e artistas da África e do Oriente Médio. Mesmo após o declínio do Mali, continuou como um dos principais centros islâmicos da África Subsaariana.
  1. Reinos Iorubas

- Sociedades tipicamente urbanas, economias diversificadas e ofícios especializados. Criaram importantes microestados e reinos. Cidade-Estado de Ifé e o Reino do Benin.
- Maioria dos negros escravizados para a Bahia era de ascendência ioruba (chamados de nagôs)
- Culto aos orixás: divindades associadas a elementos da natureza como a água, terra, arco-íris, trovão.

Cidade-Estado de Ifé

Posição Geográfica privilegiada: entre a floresta, a savana e o litoral. Movimentado centro comercial. Recebia tributos de outros mini-estados iorubas.
Movimentado centro religioso. Peregrinação.
Lenda: as aldeias de Ifé teriam sido fundadas por um ancestral comum, Odudua, orixá da criação. Os descendentes de Odudua teriam fundado outras cidades na região.
Arte: extremamente refinada. Figuras humanas feitas em bronze, cobre e terracota eram representações de reis, soldados, músicos e deuses (Imagens).
Inicio no sec. VI
Declínio no sec. XVI.





Reino do Benin

Inicio por volta do Séc. XII e foi até o século XIX
Séc. XV: Obá Ewuare expandiu o reino e intensificou o comercio com os europeus: pimenta, marfim, tecidos e escravos. Obá monopolizava vários setores do comércio.
Política para comércio de escravos: durante os séculos XV e XVII proibiu a exportação de escravos masculinos. Passou a importar escravos da áfrica ocidental para exportar para europeus.
Obás: poderosos detinham o monopólio do comercio se tornaram protetores de artesãos e artistas que se especializaram em esculturas de bronze e cobre.
Declínio: Em 1897 sob o pretexto de que o cônsul inglês haviam sido mortos, os britânicos enviaram uma expedição com aproximadamente 1500 homens ao Benin que pilhou as placas de bronze do palácio real e incendiou a capital.

  1. Povo Banto

Características: capoeira, berimbau e a cuíca, congada, caxambu, lundu, maracatu, candomblé de angola são heranças do povo banto.

Reino do Congo

Fundado: séc. XIV
Congo-Angola: saiu boa parte dos negros que vieram para as Minas Gerais no Brasil trabalhar na mineração no séc. XVIII.
Em 1485 Diogo Cão Esteve no Congo e voltou instruído para estabelecer um contato amistoso com o rei do Congo (foi acompanhado de intérpretes africanos). Voltou para Portugal acompanhado por um grupo de congoleses, que tratados como amigos, foram à Portugal para aprenderem a língua, a religião e os costumes. Posteriormente foram levados à África com presentes para o Rei de Congo. A partir daí a relação entre o governo do Congo e de Portugal se estreitaram. Imagem()

Conversão do Manicongo ao cristianismo: O rei do Congo iniciou um processo de assimilação da cultura portuguesa e de estreitamento das relações diplomáticas. Em 1491 se converteu ao cristianismo, sendo batizado com o nome de D. João I do Congo, mandando construir uma Igreja.
Em 1506 assume o trono Afonso I, que governou por 37 anos e foi o rei mais importante da história luso-congolesa.
Comércio de escravos: Monopólio real. Fez papel de missionário na divulgação dos mandamentos cristãos.
O catolicismo não pôs fim às tradições religiosas locais, resultando em religiões sincréticas.

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