-
Entre
os séculos XVI e XIX vieram aproximadamente 10 milhões de africanos
para a América: 4 milhões para o Brasil.
- Reinos Sudaneses:
Comércio:
Iam:
cereais, ouro, marfim, pimenta, âmbar e escravos;
Vinham:
sal, conchas, tecidos árabes
Contato:
com
o Islã.
Islamismo:
religião
monoteísta fundada por Maomé (570-632) a baseada nas escrituras do
Alcorão.
Reino
de Gana
-
Se
desenvolveu a partir do século III e declinou no séc. XIII, quando
foi incorporado ao Reino Mali
Reino
do Mali
-
Do
séc. XIII ao XVI: impôs sua hegemonia sobre a Bacia do Rio Níger.
Cidades:
Gao,
Djenne e Tombuctu localizavam-se a margem do Rio Níger e foram
grandes centros mercantis e políticos.
Tombuctu:
principais
pólos de cultura do continente africano, vastas bibliotecas,
madrasas (universidades islâmicas) e mesquitas. Ponto de encontro de
poetas, intelectuais e artistas da África e do Oriente Médio. Mesmo
após o declínio do Mali, continuou como um dos principais centros
islâmicos da África Subsaariana.
- Reinos Iorubas
-
Sociedades tipicamente urbanas, economias diversificadas e ofícios
especializados. Criaram importantes microestados e reinos.
Cidade-Estado de Ifé e o Reino do Benin.
- Maioria dos negros escravizados
para a Bahia era de ascendência ioruba (chamados de nagôs)
- Culto aos orixás: divindades
associadas a elementos da natureza como a água, terra, arco-íris,
trovão.
Cidade-Estado
de Ifé
Posição
Geográfica privilegiada: entre
a floresta, a savana e o litoral. Movimentado centro comercial.
Recebia tributos de outros mini-estados iorubas.
Movimentado
centro religioso. Peregrinação.
Lenda:
as
aldeias de Ifé teriam sido fundadas por um ancestral comum, Odudua,
orixá da criação. Os descendentes de Odudua teriam fundado outras
cidades na região.
Arte:
extremamente
refinada. Figuras humanas feitas em bronze, cobre e terracota eram
representações de reis, soldados, músicos e deuses (Imagens).
Inicio no sec. VI
Declínio no sec. XVI.
Reino
do Benin
Inicio por volta do Séc. XII e
foi até o século XIX
Séc. XV: Obá Ewuare expandiu o
reino e intensificou o comercio com os europeus: pimenta, marfim,
tecidos e escravos. Obá monopolizava vários setores do comércio.
Política
para comércio de escravos: durante
os séculos XV e XVII proibiu a exportação de escravos masculinos.
Passou a importar escravos da áfrica ocidental para exportar para
europeus.
Obás:
poderosos
detinham o monopólio do comercio se tornaram protetores de artesãos
e artistas que se especializaram em esculturas de bronze e cobre.
Declínio:
Em
1897 sob o pretexto de que o cônsul inglês haviam sido mortos, os
britânicos enviaram uma expedição com aproximadamente 1500 homens
ao Benin que pilhou as placas de bronze do palácio real e incendiou
a capital.
- Povo Banto
Características: capoeira,
berimbau e a cuíca, congada, caxambu, lundu, maracatu, candomblé de
angola são heranças do povo banto.
Reino
do Congo
Fundado:
séc.
XIV
Congo-Angola:
saiu boa parte dos negros que vieram para as Minas Gerais no Brasil
trabalhar na mineração no séc. XVIII.
Em
1485
Diogo Cão Esteve no Congo e voltou instruído para estabelecer um
contato amistoso com o rei do Congo (foi acompanhado de intérpretes
africanos). Voltou para Portugal acompanhado por um grupo de
congoleses, que tratados como amigos, foram à Portugal para
aprenderem a língua, a religião e os costumes.
Posteriormente
foram levados à África com presentes para o Rei de Congo. A partir
daí a relação entre o governo do Congo e de Portugal se
estreitaram. Imagem()
Conversão
do Manicongo ao cristianismo: O
rei do Congo iniciou um processo de assimilação da cultura
portuguesa e de estreitamento das relações diplomáticas. Em
1491
se converteu ao cristianismo, sendo batizado com o nome de D.
João I do Congo,
mandando construir uma Igreja.
Em
1506 assume o trono Afonso
I, que
governou por 37 anos e foi o rei mais importante da história
luso-congolesa.
Comércio
de escravos: Monopólio
real. Fez papel de missionário na divulgação dos mandamentos
cristãos.
O
catolicismo não pôs fim às tradições religiosas locais,
resultando em religiões sincréticas.
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