O começo da exploração se deu com a extração descontrolada do Pau-brasil, através do trabalho de indigenas (relações de escambo).
A
devastação é um dos efeitos dessa exploração inicial. Alem disso, o
carater da ocupação litoranea deve ser notado, pois ainda o Brasil
possui a maioria de sua população vivendo no litoral.
Um dos fatores que impulsiona a ocupação é a Concorrência capitalista entre países da europa, especialmente o caso da França e Holanda entrando na disputa para ocupar regiões do Brasil - forçando Portugal a estruturar uma exploração para o Brasil.
Então, em 1530, uma expedição com Martin Afonso de Souza
é enviada ao BR para dar inicio a fundação de uma colonia de exploração
em Sâo Vicente (fundando São Vicente). Em Portugal, o reinado era de D.
João III.
Com a finalidade de ocupar, explorar e defender
o território (elementos decorrentes da competição mercantilista
internacional), se inicia a efetivação do plano colonial com a criação
das Capitanias. Além disso, o comércio com as "Índias" entrava em
declínio.
As Capitanias, também chamadas de Capitanias Hereditárias,
eram grandes faixas de terras doadas a comerciantes ricos, burocratas,
aristocratas, para que eles dessem inicio a ocupação, exploração e
defesa. No entanto, tal divisão de terras não levava em conta
peculiaridades do país, apenas os interesses produtivos da Coroa
portuguesa. A posse era dada aos homens, de modo que a administração
subsequente passava para seus descendentes (daí o carater hereditário),
contendo os "direitos e deveres" nas Cartas de Doação e Foral. O sistema de Capitanias Hereditárias dura de 1534 até 1760, e apenas duas terão um desempenho mais considerável: São Vicente e Pernambuco.
Alguns dos motivos do fracasso produtivo podem ser vistos na grande
extensão que possuiam, dificultando a administração e o domínio sobre a
área; a falta de recursos, pois era dispendioso demais manter uma
produção tecnica em terras tão longinquas; e ataques indígenas, como
forma de resistências dos povos que já estavam vivendo no Brasil.
No
entanto, o sistema de Capitanias ainda era insuficiente para a ocupação
exploratória - era necessário avançar, e o sistema colonial passa a
adotar uma centralização do poder, através de um Governo Geral, no Brasil. O Governo Geral era a forma de organizar o poder dentro do Brasil, mas atendendo aos interesses mercantilistas
da Coroa portuguesa. Para isso, o Governador geral contava com o
Provedor-mor(Finanças), o Ouvidor-mor(Justiça) e o
Capitão-mor(segurança-repressão). A sede do Governo passa a ser
Salvador, sendo os primeiros governadores: Tomé de Souza, Duarte da
Costa e Mem de Sá.
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